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Ministério Público apresenta denúncia contra professoras de creche em Rondon

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O ministério Público ofereceu denúncia contra as educadoras do centro educacional Menino Deus de Rondon.

Elas são acusadas de tortura as crianças de 2 e 3 anos, de acordo com o Ministério Público, a pena é de 2 a 8 anos de prisão nesse caso, e como os crimes foram praticados em 3 dias diferentes, e tem tudo gravado esse crime, as penas podem ser ainda maiores.

O Ministério Público diz na nota, que essas educadoras submeteram as crianças a intenso sofrimento físico e psicológico com aplicações de castigos, com empurrões, com puxões de orelha, e com puxões de cabelo, essas agressões foram, todas gravadas.

De acordo com o MP as educadoras já foram afastadas e vão responder criminalmente, e outras educadoras já foram colocadas no lugar, para acompanhar essas crianças.

O Ministério Público além de oferecer a acusação as educadoras, também pediu a abertura de uma nova investigação pra policia civil agora contra a diretora da creche. De acordo com o MP ela seria acusada de prática de tortura por omissão, já que ela estava no momento das agressões na creche.

Por isso o Ministério Público acredita que ela também deve ser indiciada por isso pediu nova abertura ai de investigação pela policia civil.

Tentamos entrar em contato com a secretária de municipal de educação de Rondon, que disse que ainda não foi comunicada oficialmente sobre essa decisão do Ministério Público, nem sobre a acusação nem da nova investigação.

Os nomes das educadoras não foi divulgado para a RPC, e por isso não foi possível falar sobre as acusações com as educadoras.

Agora a diretora da Creche, disse que ainda não está sabendo dessa acusação e quando ela for comunicada oficialmente, vai poder se posicionar sobre esse caso.

Para finalizar na nota o Ministério Público diz que também esta acompanhando o atendimento a essas crianças que foram, de acordo com o Ministério Público, vítimas de agressão.

Fonte: G1 Paraná Paraná Tv Primeira edição

Entenda o Caso:

Duas professoras são flagradas torturando crianças em creche de Rondon

O vídeo começa após 30 segundos de comercial

Fonte: UmuaramaNews.com

Polícia Civil abre inquérito para investigar educadoras suspeitas de agredir crianças em creche de Rondon, no Paraná

Secretaria de Educação instalou câmeras na unidade após receber denúncia. Imagens mostram crianças sendo puxadas pelo braço e pelo cabelo, segundo Conselho Tutelar.

A Polícia Civil abriu nesta quarta-feira (1º) um inquérito para investigar duas educadoras suspeitas de agredir crianças em uma creche de Rondon, no noroeste do Paraná. Câmeras foram instaladas na unidade após recebimento de denúncia e mostram crianças sendo puxadas pelo braço e pelo cabelo, conforme o Conselho Tutelar.

A Secretaria de Educação informou que as servidoras já foram afastadas das funções.

Segundo Sueli de Souza de Oliveira, secretária municipal de Educação, assim que a denúncia sobre o caso foi recebida, na semana passada, foram instaladas câmeras na unidade para apurar o fato.

“Imediatamente, nós decidimos então por monitorar, para ter certeza dos fatos. E, nas gravações que nós fizemos, nós constatamos que realmente havia agressões físicas e psicológicas contra as crianças”, declarou a secretária.

A conselheira tutelar em Rondon, Eliana Cristina Leme Volpato, diz que as imagens gravadas na creche caracterizam a violência.

“A agressão física se caracterizava quando a professora pegava uma criança com violência de um determinado lugar e colocava no outro, com muita força. Puxava a criança pelo braço, pelo cabelo. Houve um momento também que ela atirou um calçado em uma criança, como não acertou, ela atirou novamente. Parecia que o alvo era a cabeça da criança”, descreveu.

De acordo com a prefeitura, um boletim de ocorrência por maus-tratos foi registrado na Polícia Militar na segunda-feira (30). Como Rondon não tem Polícia Civil, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Cidade Gaúcha, que é a responsável pelas investigações na cidade.

Além disso, foi aberto um processo administrativo para apurar a conduta das duas servidoras, que estão em estágio probatório. Dependendo do resultado da apuração, a secretária de Educação informou que o procedimento pode levar à demissão das educadoras.

“Elas trabalham há um ano e meio no município e as providências que foram tomadas… A primeira providência foi o afastamento das educadoras e, depois, nós fizemos então o boletim de ocorrência para ser instalado um processo administrativo”, explicou Oliveira

Os pais foram avisados sobre o caso durante uma reunião com a diretoria do Centro de Educação Infantil.

Um pai de aluno, que preferiu não ser identificado, disse à equipe da RPC Noroeste que notou mudanças no comportamento do filho.

“A gente achava que era por causa do nascimento da nossa filha, que tem duas semanas agora. Só que depois dessa reunião a gente foi ver que todos os filhos tão a mesma. Acontecendo a mesma coisa do meu filho. Estão nervosos, estão revoltados, agressivos”, contou.

O filho dele estuda na creche com outras 19 crianças, que têm entre e dois e três anos. Segundo a prefeitura a maioria delas foi agredida dentro de sala de aula.

“É revoltante mesmo… tem horas que não dá vontade nem de levar eles na escolinha, porque vai saber o que que pode acontecer, entendeu?”, lamenta o pai do aluno.

De acordo com o Conselho Tutelar, as crianças e as famílias vão receber acompanhamento psicológico.

“Nós vamos encaminhar as crianças e as famílias para acompanhamento com Creas [Centros de Referência Especializados da Assistência Social] e para avaliação e atendimento psicológico individualizado”, detalhou Volpato.

A investigação

O delegado de Cidade Gaúcha, Jair dos Santos, disse por telefone à RPC Noroeste que a diretora da escola já foi ouvida e uma das educadoras suspeitas também. Ele deve ouvir a outra educadora na segunda-feira (6).

Ele disse, ainda, que assistiu às imagens e descreveu as ações das educadoras como “truculentas”.

O delegado explicou que deve indiciar as duas por tortura física e psicológica e que não pediu a prisão das suspeitas porque entende que as duas não oferecem mais riscos, já que foram afastadas da escola.

RPC Noroeste também entrou em contato com o promotor em Cidade Gaúcha, Rodrigo de Araújo Azevedo, que disse que ainda não teve acesso às imagens, mas que também vai acompanhar o caso.

Fonte: RPC